terça-feira, 6 de março de 2012

Periquitos sofrem maus-tratos

Ibama apreende 80 exemplares no aeroporto de Belém, acondicionadas numa única gaiola.

 


Nem bem começou o mês, e a lista de atrocidades com os bichos só cresce. A última aconteceu no aeroporto Val-de-Cans, em Belém, no Pará. Oitenta periquitos-australianos (Melopsittacus undulatus) foram apreendidos em situação de maus-tratos. Entenda-se por isso sem acondicionadas numa única gaiola, sem puleiros, água, comida e espaço. A Gol foi quem alertou os agentes ambientais federais sobre a chegada das aves nessas condições.

Os animais haviam sido despachados no dia anterior por uma criadora da espécie de Fortaleza, no Ceará, para uma loja de animais de estimação localizada em São Brás, bairro central da capital paraense. A responsável pelo envio dos periquitos foi multada em R$ 24 mil pelo instituto e ainda responderá civil e criminalmente pelo crime ambiental.
“A criadora provocou sofrimento aos animais ao mantê-los por horas em privação de tudo”, disse o chefe do posto do Ibama no aeroporto de Belém, Luiz Paulo Albarelli.
Segundo Albarelli, os animais chegaram do Ceará na noite de quarta-feira, mas a companhia aérea só avisou do ocorrido na manhã do dia seguinte, quando denunciou o caso ao órgão ambiental. "Se ficar comprovado que a empresa foi negligente, deixando os animais desnecessariamente sem cuidados por mais de 12 horas no terminal de carga, ela também será autuada", explicou.
Terra da Gente

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Aumento do consumo de gasolina afeta metas ambientais do Brasil

Preço menos competitivo do etanol torna combate ao desmatamento mais necessário
A queda de 35%, ou quase 6 bilhões de litros, nas vendas de etanol nos últimos dois anos coloca em risco o cumprimento das metas de corte das emissões de gases de efeito estufa assumidas pelo Brasil.

O movimento surpreendeu o Ministério do Meio Ambiente, cujo cenário principal para emissão de gases de efeito estufa pressupunha uso crescente de etanol. A expansão do biocombustível seria responsável por uma redução de 79 a 89 milhões de toneladas de gás carbônico lançadas na atmosfera até 2020, numa contribuição entre 8% e 9% da meta total de corte das emissões com que o governo se comprometeu em 2009.

Grande parte do cumprimento da meta depende da redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado, maior fonte dos gases de efeito estufa no País. A queda nas vendas de etanol ao consumidor torna ainda mais crucial o combate às motosserras.

Documento publicado pelo Ministério do Meio Ambiente no ano passado estima que as emissões de gás carbônico por veículos cresceriam até 2020 a uma média de 4,7% ao ano, por conta do aumento da frota de veículos no País. Esse porcentual já é maior do que a média de crescimento das emissões registrada num período de 30 anos, até 2009, ano em que o Brasil assumiu metas de redução das emissões de gases de efeito estufa para 2020.

Mas o cenário traçado pelo documento intitulado Inventário de Emissões Atmosféricas por Veículos Rodoviários apresentava como principal contribuição para a redução das emissões o programa de álcool hidratado. Na contabilidade oficial, as emissões de CO2 provocadas pelos veículos movidos a álcool são neutralizadas pela captura de carbono no processo de cultivo da cana-de-açúcar.

O aumento de venda de carros flex, que crescia sem parar desde 2003, deveria continuar no mesmo ritmo, indicou o cenário oficial. Em 2009, os flex já representavam 37% da frota de automóveis, e dominavam a venda de carros novos.

Mas esse cenário não se confirmou. No ano passado, as vendas de carros flex caíram pela primeira vez desde o lançamento dos motores com a tecnologia brasileira. Os licenciamentos de carros flex caíram para 83% do total de carros vendidos em 2011, o menor porcentual em cinco anos, conforme informou o Estado em fevereiro.
Último Segundo
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Exército une forças com Polícia Militar para patrulhamento das áreas alagadas

A Cia Ambiental conta com 10 pilotos de barcos atuando juntamente com os outros Batalhões nas áreas do1ºBPM, 2ºBPM e 3ºBPM. Além do serviço de apoio terrestre responsável pela logística da operação.

Já não bastassem todos os problemas causados pela alagação do Rio Acre na capital acreana, uma preocupação tira a noite de sono de muitas pessoas que estão com suas residências tomadas pelas águas: vândalos têm assaltado as casas e levado pertences e materiais de construção, como telhas. A Polícia Militar do Acre já estava reforçando o patrulhamento nas regiões mais atingidas pelas cheias, mas agora, o Exército também vai ajudar no policiamento, fornecendo desde a tarde de domingo, 26, cerca de 60 homens para reforçar a patrulha fluvial das áreas alagadas.

Atualmente são oito patrulhas fazendo a ronda, 24 horas por dia, nos seis bairros mais atingidos pela alagação do Rio Acre. A partir de segunda-feira, 27, serão nove. Com o apoio do exército, cada patrulha será composta por três soldados do exército e dois da polícia militar. "Temos efetivo para o patrulhamento, mas nos faltam pilotos para as embarcações. Esse apoio do exército esta sendo fundamental para dar segurança à população que teve suas casas atingidas pelas águas", disse o Major Estephan, comandante do Policiamento Ambiental.

O policiamento das regiões alagadas esta em pleno funcionamento desde o começo da semana passada. O bairro Taquari é o que mais reúne reclamações de vândalos realizando furtos nas residenciais abandonadas. Só nesse bairro, serão três equipes de patrulhamento dia e noite. Ao todo, por turno, estão sempre em ação 15 soldados do exército e 25 soldados da polícia militar. "É uma parceria no intuito de fortalecer esse policiamento e dar tranquilidade as pessoas que tiveram que abandonar suas casas, para que elas possam dormir tranquilamente", reforça o Major Estephan.

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Animais mudam seus hábitos pela seca na África

Os humanos não são as únicas vítimas da falta de chuvas na última temporada de precipitações na faixa do Sahel, no oeste africano: a fauna de países como Burkina Fasso também está mudando seus hábitos em sua busca por água.
"Notamos uma migração de animais fora de seu território no leste e nordeste (de Burkina Fasso). A escassez de água causou estas migrações antecipadas de elefantes e búfalos. Não será surpresa se os leopardos seguirem os leões e os búfalos", advertiu Urbain Belemsobgo, representante do Ministério da Fauna.
Os búfalos estão há alguns meses rondando alguns povoados do leste do país em sua luta para beber água: "Algumas vezes seguem o gado para encontrar o pasto", explica Arzouma Tindano, morador da localidade oriental de Bogandé.
De acordo com Celestin Zida, funcionário do Ministério do Meio Ambiente no leste do país, "os leões abandonaram seu habitat e mataram os macacos da região".
Além disso, Zida relata que "vários moradores reclamam que os animais selvagens destruíram seus celeiros."
Em novembro, o Governo já notara alterações pelo desaparecimento dos charcos usados pela fauna local para beber água.
Pierre Kafando, coordenador nacional do Parque Transfronteiriço W (chamado assim pelo formato do rio Níger ao passar por essa região), garantiu que se trata de uma "situação catastrófica" à qual alguns pequenos mamíferos, como veados e alguns primatas, não conseguirão sobreviver.
"Dentro do parque (de 10 mil quilômetros quadrados e partilhado com Benin e Níger) temos sempre uma média de 950 milímetros de chuva por metro quadrado, mas este ano choveu entre 600 e 650 milímetros", informou Kafando.
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

EM MEMÓRIA

A difícil missão de proteger a Amazônia
(MATÉRIA PUBLICADA EM 06/03/2007)

Por Bruno Taitson
Trabalhar com conservação na Amazônia brasileira sempre foi uma missão difícil. As graves questões sociais e econômicas do país consomem a maior parte dos orçamentos públicos e uma conseqüência desse quadro é a crônica falta de recursos para políticas ambientais.

No Acre esse problema também existe. O Estado tem um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente R$ 3,2 bilhões, o segundo mais baixo entre as 27 unidades federativas do país.

A falta de dinheiro acaba afetando as ações voltadas para a conservação do meio ambiente. O Pelotão Florestal da Polícia Militar do Acre, criado há oito anos, tem um efetivo de apenas 20 homens, responsáveis por patrulhar um território de mais de 150 mil quilômetros quadrados, dos quais quase 90% são cobertos por florestas.

O soldado Sidnei Lucas Santos pertence ao Pelotão Florestal e afirma que o número de policiais que integram o grupo está muito aquém do necessário. “É simplesmente impossível atender a todas as demandas ambientais que aparecem”, declara.
Matéria completa: http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/reducao_de_impactos2/amazonia/amazonia_noticias/?6480#
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CIPA/PMAC coordena alunos soldados no combate à dengue no Acre

Corporação apresenta resultado das quatro primeiras semanas de trabalho nas comunidades
A Polícia Militar do Acre divulga o resultado das primeiras quatro semanas da operação “PM Contra a Dengue”, iniciada no dia 16 de janeiro e estendida até ontem (segunda-feira), três dias antes do início do carnaval. A ação é realizada em parceria com as secretarias de Saúde do Estado e do município, na qual as equipes foram divididas em quatro pelotões.
O coordenador da operação, major Luciano Dias Fonseca, explicou que a suspensão do serviço no período do carnaval ocorre em função de a festa exigir a atenção total do efetivo. Durante as quatro semanas da atividade, as equipes realizaram um total de 3.058 visitas domiciliares, sendo 1.826 delas na área do bairro Taquari. Também verificaram os pontos de focos do mosquito Aedes aegypti, o transmissor da doença, e outros fatores de risco, como o acumulo de lixo.
 As equipes participantes da campanha contra a dengue foram divididas em quatro Grupos: Alfa - comando pelo Sargento Castro (atuou no bairro Cadeia Velha), Bravo, comandado pelo Sargento Brasil (atuou nos Bairros Tangará e Eldorado), Charli, comandado pelo Sargento Edneudo (atuou no Bairro Tucumã) e Delta, comandado pelo Sargento Sid, “atuou no Bairro Floresta”.
Os soldados foram divididos em duplas e visitaram casa por casa nas ruas, becos e travessas dos bairros citados. O coordenador Luciano Dias, acompanhou o trabalho de perto e lembra a boa receptividade dos moradores ao observarem a preocupação da PM com a saúde pública.
“A PM, através das visitas solidárias de rotina, está mudando a visão que os cidadãos tinham de que a polícia só prende. Estão entendendo que a mesma força que age com rigor quando necessário para tirar um criminoso do convívio social é a mesma que oferece abrigo e dar apoio quando a sociedade enfrenta um problema”, garante.
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Laminados Triunfo terá que recuperar nascentes do rio Acre causado por dano ambiental

10 de fevereiro de 2012 - 9:47:23

Salomão Matos,
da redação de ac24hora
salomao.matos@gmail.com

A empresa Laminados Triunfo que até bem pouco foi envolvida no escândalo de exploração ilegal de madeiras e degradação ambiental e nas nascentes da região do projeto de assentamento Antimary no Acre, está sendo obrigada pelo governo do estado a aderir ao programa de Conservação e Recuperação de Nascentes e Matas Ciliares na Bacia Hidrográfica do Rio Acre, com atuação nas áreas urbanas e rurais localizadas dentro dos limites da bacia hidrográfica do Rio Acre, visando a reabilitação como forma de mitigação pelo dano ambiental causado.

As obrigações da Laminados Triunfo, diz o Instituto de Meio Ambiente do Acre- IMAC, caberá;

a)     Investimento financeiramente neste Programa, a quantia pecuniária de R$25.350,00 (Vinte e cinco mil e trezentos e cinqüenta reais).

b)    O valor pecuniário será revestido em insumos conforme  apresentado no quadro do referido termo de compromisso anexo.

c)     O compromissário terá o prazo de 90 (noventa) dias contados a partir da assinatura deste termo.

d)    Ficará na responsabilidade da Empresa o armazenamento dos insumos, onde será requisitado de forma parcelada, conforme a necessidade do Projeto.

e)     A Empresa expedirá guia de recebimento do material até que atinja o valor total assumido no Termo de Compromisso.

f)      O compromissário deverá incentivar e colaborar com o Programa de educação ambiental a serem pactuados com a SEMA, visando recuperar e conservar as nascentes e matas ciliares do rio Acre;

g) O compromissário deverá cumprir fielmente o que esta descrito neste Termo.

h) O não cumprimento acarretará sanções prevista em leis especificas e o aplicado no Termo de Compromisso assinado com o IMAC.

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